quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Voltar de novo cinco anos depois!

Provocado por muitos amigos para voltar ao universo dos bloguistas, para comentar sem lápis azul as graças e desgraças que se passeiam por este nosso país e pela Europa dos outros, denunciando os homens e as mulheres, mas também o açúcar dos dias, aqui volto, cinco anos depois, à minha "praia" da crónica com regularidade, em português de lei, sem A.O. nem outras mediocridades, doa a quem doer. Até já.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Uma consoada diferente



25 de Dezembro de 2009 – madrugada adentro, noite fria por fora, inicia-se a consoada deste natal diferente na tebaida de um escritor (entenda-se um tipo que ganha a vida a escrever livros e outras coisas que dão dinheiro para a sopa). A dúvida é se a mesa é suficientemente grande para tantos convidados! ; foram chegando ao longo da semana pela mão de pessoas, da triste realidade e ainda por via da veemente intimidade a que nos obriga a solidão.
Aristides de Sousa Mendes veio para contar a sua história; Gabriel Garcia Márquez também, e nenhum gosta de bacalhau cozido, o que é um descanso para mim; entretanto chegou o Ricardo Araújo Pereira com as crónicas debaixo do braço e com uma fome desgraçada; o último a chegar foi o Chico Manata, residente do “hotel estrela” e que apenas trazia fome e um cartão novo acabadinho de receber pelo pai natal para dormir esta noite de consoada no aconchego do passeio da avenida da liberdade.
Cada um portador da sua filosofia de vida, todos capazes de se rirem de si próprios, antes de se sentarem à mesa olharam-me a estante dos livros de sempre e ainda sugeriram que se convidasse o Fernando Pessoa, apesar de muito coçado, mas a maioria votou contra, até porque o tipo era um facho do carago , sidonista assumido, há quem diga que pouco amigo do sexo oposto e ainda por cima esquizofrénico! Era só o que faltava para uma consoada como esta. Da política colombiana à fuga dos judeus para Portugal, tudo foi esmiuçado na nossa ceia da passada madrugada. Só o Chico Manata comia para mais uns dias de avenida da liberdade, como ele dizia “a trabalhar para a linha” e depois assoava-se ao guardanapo e limpava os olhos à manga da gabardina que lhe aconchega o frio dos últimos cinco anos.
A porra da televisão está sem som, como deve de ser, porque aqui a missa é outra e outros galos cantam… aqui as orações são mais revoltas que esperanças e a fome de que se fala é mais a dos outros – dos sem-abrigo como o Chico Manata, dos putos à volta dos contentores de lixo na cidade da Praia, dos reclusos de todas as espécies, das crianças da Somália, da Etiópia, do Uganda, de Darfur e dos outros países onde nem existe o conceito de fome porque não existe o conceito de alimentação, das mães desesperadas porque as mamas lhes secaram e nada lhes resta a não ser assistir à morte dos filhos de olhar branco e parado, como o dos veados à espera de serem abatidos. Enfim… dos 800 milhões de seres humanos que no planeta vivem à fome.
Com excepção do Chico, todos deixamos o bacalhau no prato, desligou-se a televisão e fomos à vida. Esta manhã, tinha um bilhete debaixo da porta com um poema que não leio para não vos estragar o natal; era do Chico Manata a agradecer o resguardo da minha soleira, onde apreciou o aconchego do novo cartão-cobertor do pai natal deste ano.
Virei-me para o Fernando Pessoa, de olhar cabisbaixo, e disse-lhe: sobre estes gajos é que tu nunca escreveste, meu cabrão, e o poeta calou-se, envergonhado dentro de uma das suas personalidades.
Para o ano prometo convidar outros convivas e continuar com a televisão sem som.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Portugal cai para 30.º lugar em 'ranking'

Na lista, elaborada anualmente pela organização Repórteres sem Fronteiras, o país perdeu 14 posições.
Portugal caiu do 16.º para 30.º lugar no ranking de liberdade de imprensa elaborado pela organização Repórteres Sem Fronteiras, e divulgado ontem. Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Noruega e Suécia partilham o primeiro lugar, enquanto Cuba, Birmânia, Irão, Turquemenistão, Coreia do Norte e Eritreia ocupam os últimos lugares da lista.
O estudo - que analisa o respeito pelo trabalho do jornalistas e o número de obstáculos que enfrentam para chegar à informação - foi realizado em 175 países e considerou o período entre 1 de Setembro de 2008 e 1 de Setembro de 2009. São contabilizadas, entre outros variáveis, o número de agressões, prisões e ameaças políticas e económicas aos profissionais de comunicação, ameaças indirectas e pressões e censura.
Apesar de classificar Portugal como estando "em boa situação" face à liberdade de imprensa, a organização internacional afirma ter-se verificado uma queda de 14 posições na lista dos mais respeitadores da liberdade de imprensa, passando a estar ao nível da Costa Rica e do Malí. Em 2008, Portugal estava em 16º lugar, com a Holanda, Lituânia e República Checa.
A Repórteres Sem Fronteiras alerta ainda que a Europa, em conjunto, recuou em termos de liberdade de impressa.
Paquete de Oliveira, sociólogo, provedor do espectador da RTP, afirma que através do ranking "constata-se que os próprios órgãos de comunicação social foram acusando os condicionalismos. Nos últimos anos vimos grande conflitualidade política e isso originou maiores condicionamentos", diz, comentando os resultados de Portugal à luz dos obstáculos que vão sendo colocados aos jornalistas.
O jornalista Adelino Gomes, provedor do ouvinte da RDP, recebeu a notícia com "surpresa e lamento", considerando que "é um péssimo sinal porque é contra a liberdade de imprensa"
O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação social Azeredo Lopes, recusou comentar "positiva ou negativamente" a posição de Portugal no ranking, porque os dados de 2008 "foram elaborados com um número muito baixo de respostas". "Se forem em número suficiente, pronuncio-me", declarou ao DN.
"A Europa, que foi durante muito tempo um exemplo em matéria de respeito pela liberdade de imprensa", recuou na lista, contabilizando apenas 15 países na lista dos 20 primeiros classificados, contra os habituais 18.
Por LINA SANTOS (LUSA)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A asfixia democrática de um fariseu de pacotilha




É nos pequenos exemplos que se vêm os grandes desígnios, mesmo aqueles que de bom nada têm para o ser humano e para os cidadãos das sociedades. Basta recordar atentamente a história dos grandes ditadores, para perceber isso. Mas nem sempre os exemplos de falta de carácter e fascismo encapotado se vêem nos históricos opressores da humanidade. Em Portugal há especialistas de baixíssimo quilate, ditadores de pacotilha ou de café de aldeia, que quando chegam ao poder tiram uma espécie de curso intensivo de caciquismo local e assim se julgam donos deste mundo e do outro.
A história que aqui vos deixo é verdadeira, escandalosa, e aconteceu na pequena cidade da Régua nos últimos dias. Leiam atentamente e digam-me se este é ou não é o mais cabal exemplo de asfixia democrática, um termo tanto em voga na linguagem laranja deste país e que agora lhes saiu das entranhas como um vómito de fariseu local.
Há duas ou três semanas a rádio Douro FM resolveu organizar um debate em directo com os quatro candidatos à presidência da câmara municipal de Peso da Régua, e para isso convidou, através do director em exercício, todos os partidos concorrentes, indicando as regras do debate e o moderador, um jornalista sem filiação partidária nem compromisso político, isento e com a carteira profissional em dia, ainda por cima o cronista político semanal da referida rádio. Todos os partidos se disponibilizaram, sem problemas, à excepção do PSD, que deixou algumas reticências no ar e ficou de dar uma resposta.
Algumas horas depois, o proprietário da rádio era abordado directamente pelo candidato do PSD da Régua, Engº Nuno Gonçalves, dizendo que não concordava com o moderador escolhido, e, note-se, que este tinha de ser mudado, como se fosse ele mesmo o proprietário da rádio! Ao que se sabe, o proprietário da rádio ainda tentou dissuadi-lo desta posição por várias vezes, mas não conseguiu, e, vá-se lá saber porque razões ou interesses, o proprietário da rádio, sem consultar o seu director, cedeu perante o autarca, no sentido de anular o debate, sendo que o director em exercício se recusava a mudar o moderador que tanto assustava Nuno Gonçalves. Aqui, diga-se em abono da verdade, o proprietário da rádio demonstrou uma inqualificável falta de carácter, de personalidade e a mais fácil covardia.
Entretanto, o fariseu local, que tinha assinado em tempos um protocolo com a referida rádio, no qual se comprometia a não interferir de qualquer modo nos conteúdos editoriais da rádio, exerceu assim a mais escandalosa e salazarenta censura política pública, dando forma e conteúdo à tal asfixia política de que fala a sua líder – Manuela Ferreira Leite – e demonstrando que não é só a nível nacional que se perseguem jornalistas livres e isentos, e ainda demonstrando que é ao nível das autarquias que, mais de trinta anos depois do 25 de Abril de 74, persiste o bafiento caciquismo e autoritarismo anti-democrático que é preciso denunciar já.
Ao engº Nuno Gonçalves aplica-se o célebre ditado que diz “quem faz um cesto, faz um cento” e ao PSD aplica-se um outro que diz: “Pela boca morre o peixe”. Oxalá o povo esteja atento e perceba que por detrás de cada sorriso eleitoral desta gente está um fariseu militante.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Museu faz um Manguito ao Douro



Parece mentira mas é verdade! Há já quem faça colecção dos dislates do director do Museu do Douro com a cobertura da pobre administração da Fundação do Museu do Douro. Desta vez, o director do museu resolveu brindar os durienses com uma exposição de Rafael Bordalo Pinheiro!!! Exactamente! O caricaturista de Lisboa que nem sequer conheceu o Douro ou dele alguma coisa caricaturou! Para que conste, é salutar que se leia algo da sua história.
«Raphael Augusto Bordallo Prestes Pinheiro nasceu a 21 de Março de 1846 no nº 47 da Rua da Fé, em Lisboa. Apaixonado pelo lado boémio da vida lisboeta e avesso a qualquer disciplina, matriculou-se sucessivamente na Academia de Belas-Artes (desenho de arquitectura civil, desenho antigo e modelo vivo), no Curso Superior de Letras e na Escola de Arte Dramática, para logo de seguida desistir. Estreia-se como actor no Teatro Garrett e no luxuoso Theatro Thalia na costa do Castelo.
Começou a fazer caricatura por brincadeira. Mas é a partir do êxito alcançado pel'O Dente da Baronesa (1870), folha de propaganda a uma comédia em 3 actos de Teixeira de Vasconcelos, que Bordalo entra definitivamente para a cena do humorismo gráfico. "Comecei a sentir um formigueiro nas mãos e vai pus-me a fazer caricaturas", explica em tom irreverente o artista para quem o propósito das "caricaturas é estragar o estuque de cada um com protesto do senhorio".»
É nesta época que Bordalo Pinheiro retrata o povo português através do célebre manguito político do apelidado Zé Povinho, que acabaria por ficar como a sua imagem de marca e a sua caricatura mais significativa. Resta então saber que razão e interesse científico para a afirmação e para o projecto do Museu do Douro encontrou o seu director na arte de Bordalo Pinheiro. Será que não lhe chegam os conhecimentos para convocar aqueles artistas que algo dizem ao Douro e com quem o Douro pode e deve conviver? Ou será que o afamado Zé Povinho diz ao sr. director algo de íntimo a que o seu lado narciso não consegue resistir? Convém relembrar o “Zé Povinho” caricaturado por Ramalho Ortigão: «De calças remendadas e botas rotas, é a eterna vítima dos partidos regenerador e progressista, dando a vitória a uns ou outros em época eleitoral. Usando como expressão corporal o manguito e a mão coçando aflita a grenha farta, foi sem dúvida um trunfo na denúncia duma economia capitalista frouxa.»
De economias muito frouxas está o Museu do Douro, remendando defeitos aqui e acolá, estendendo a mão à Associação de Amigos do Museu para manter a sua exposição permanente aberta, ao mesmo tempo que gasta dezenas de milhares de euros numa esplanada patrocinada por uma marca de cerveja! (será que esta bebida que tudo tem a ver com o Douro, também faz parte dos desejos narcisos do sr. director?) Pior que isto, é aceitar e promover o “patrocínio” oportunista dado por uma região de turismo do Porto e Norte de Portugal, “cuspindo” desta forma na face da Entidade Regional do Turismo do Douro, e por consequência, na face dos durienses. “Que grande gestão e que superior direcção!!!” – Diria o Zé Povinho fazendo um verdadeiro manguito a esta trupe de directores, administradores e seus mandarinetes que assim vão enchendo os seus coletes. Não estará na hora de descobrir o que esta gente muito tem ainda para esconder? Se calhar está na hora de se levantarem as vinhas da ira duriense em defesa de uma instituição tão importante e tão séria para a região. Chegou a hora da verdade…

sábado, 15 de agosto de 2009

O DESPESISMO DA FUNDAÇÃO DO MUSEU DO DOURO


São dados públicos, constantes do site ligado ao governo «Transparência na Administração Pública» (http://transparencia-pt.org/?search_str=nif:507693671). Só de 24.11.2008 a 17.02.2009 (mas, de facto, referindo-se, essencialmente, a trabalhos realizados em Nov.-Dez. de 2009), a FMD fez ajustes directos no valor de 733.602,19 € (quase a totalidade da receita fundacional anual), isto sem contar as despesas de pessoal e muitos outros ajustes feitos antes de Novembro de 2008, nomeadamente para a Exposição do Barão de Forrester, equipamento da sede e outras. Ou seja, é apenas a ponta do iceberg, que aparecerá, certamente, mais visível, quando se conhecerem as contas de 2009. Estes valores suscitam muitas dúvidas que valia a pena esclarecer em nome da boa gestão do MD que nos diz respeito a todos: i) houve ou não houve obras a mais (no relatório de 2008, aparecem mais de 240 mil euros acima do valor da adjudicação; agora somam-me mais uns cobres, tirando as obras previstas que não foram feitas)? ii) houve ou não houve equipamentos que deveriam constar da obra inicial e que foram pagos à parte? iii) houve ou não despesismo em relação a certas actividades, como a exposição do Barão de Forrester (não constam desta lista a maior parte dos equipamentos, pagamentos a funcionários, comissários, empresa de montagem, seguros, transportes, etc.)? iv) houve ou não houve aproveitamentos estranhos nos trabalhos de concepção e montagem da exposição do Barão de Forrester, já que nos surgem facturas do Gabinete Zute Arquitectos (não era o arq. Fernando Seara, proprietário dessa empresa, colaborador remunerado do MD à data da adjudicação?), de produção de conteúdos e outras funções técnicas, para as quais existiam técnicos do MD habilitados, além de uma comissária contratada? v) só os materiais gráficos e fotográficos da exposição Barão de Forrester ultrapassam os 110 mil euros, incluindo o respectivo catálogo; não será exagero? Por estas e por outras, que revelam o desvario despesista, a FMD não tem dinheiro para manter aberta, em Agosto, a exposição permanente «Memória da Terra do Vinho», na altura em que, face à afluência de turistas à região, mais se impunha a divulgação dessa exposição, que pretende representar a memória e a cultura vinhateira do território regional. Só a intervenção da AAMD, pagando os funcionários que irão manter aberta essa exposição, evitou que se consumasse o seu encerramento, ao mesmo tempo que abria uma esplanada «Super-Bock» no jardim do Museu... Não deixa de ser estranho muito do que se está a passar no Museu do Douro, com a cumplicidade do Ministro da Cultura e dos poderes locais.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

MINISTRO DA CULTURA INSULTA O DOURO – DEMITA-SE JÁ


Foi há cerca de quinze dias que a notícia caiu em toda a região duriense como uma bomba. Os durienses ficaram à beira de um ataque de nervos! Na verdade, com um atraso de nove meses, o Ministro da Cultura acabou por nomear os dois elementos que faltavam para preencher o novo conselho de administração da Fundação do Museu do Douro. Como se o seu atraso e consequente desprezo pela região e pelos amigos do Museu do Douro não bastasse, o “iluminado” ministro resolveu nomear uma senhora de Porto que não conhece o Douro e que o Douro não reconhece – Isabel Babo – e, pior que isto, renomeou Agostinho Ribeiro, director do Museu de Lamego e candidato do PS nas próximas eleições autárquicas, um dos principais responsáveis pela anterior administração e pelos erros fatais que cometeu contra a própria instituição e contra o futuro do museu do Douro, nomeadamente o afastamento do director de então, Prof. Gaspar Martins Pereira, e o processo judicial de que a Fundação do Museu do Douro é alvo neste momento e de que já foi condenado em duas instâncias judiciais, o que levará a fundação a pagar ao autor que foi despedido sem justa causa – Dr. Francisco Gil Silva – um indemnização de muitas dezenas de milhares de euros! É neste tipo de pessoas que o actual Ministro da Cultura quer confiar o futuro do Museu do Douro!
Como se isto não chegasse, o Museu do Douro parece estar tecnicamente falido, pois para que a sua exposição permanente não fechasse por falta de verba para pagar aos funcionários, teve de ser a Associação de Amigos do Museu do Douro a pagar os respectivos salários! Quando confrontado com esta realidade de falência do Museu do Douro, o Ministro da Cultura mente com quantos dentes tem na boca e diz que tudo é mentira!
O Douro está revoltado com este ministro e com este jogos de bastidores e lobbies que sempre funcionaram com a cultura a nível nacional. Há mesmo quem diga que a dita senhora foi nomeada por pura influência de amizades e que o ex-administrador de Lamego foi nomeado por ter aceite ser candidato de uma causa perdida, ou seja, a eleição para a autarquia de Lamego. Será??????
Só faltava mesmo isto, depois de o Museu do Douro ter sido ao longo de mais de três anos uma espécie de Santa Casa da Misericórdia do PSD da Régua, liderado pelo Presidente da Câmara Nuno Gonçalves, que, para além de ter metido dezenas de novos trabalhadores sem qualificação nos quadros do museu, ainda teve tempo de sobra para cozinhar a nova administração de modo a que esta se transformasse no Kremlin laranja da região !!!???
Uma coisa é certa, os durienses foram ludibriados, enganados e maltratados por um ministro que não é mais do que um erro de casting do Primeiro-Ministro José Sócrates, e que com esta atitude lhe retira muitos milhares de votos no Douro.
Sr. Primeiro-Ministro, Excelência, o seu ministro da cultura acordou as vinhas da ira duriense.